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Por que analisar a água de piscina de uso coletivo é uma questão de saúde pública

  • Foto do escritor: OperatorLab
    OperatorLab
  • 16 de abr.
  • 4 min de leitura

OPERATORLAB faz grande movimento no setor ambiental com a aquisição da GÖRTLER Laboratório do Brasil Ltda  São Paulo, Brasil – 9 de Junho de 2023   A OperatorLab, um dos principais laboratórios do Brasil em análises ambientais, com quase 30 anos de atuação dedicada e confiável, anuncia sua mais recente expansão - a aquisição da GÖRTLER Laboratório do Brasil. Este movimento estratégico destaca a trajetória de crescimento e consolidação da OperatorLab no mercado brasileiro mais especificamente, na região Sudeste.  Com especialização em análises físico-químicas, orgânicas, inorgânicas e microbiológicas águas, efluentes, resíduos, solos e sedimentos, a OperatorLab é reconhecida pela excelência técnica e confiabilidade dos serviços prestados. A aquisição da GÖRTLER, empresa alemã de renome internacional, reforça ainda mais nossa capacidade de entregar valor e eficiência em todos os nossos serviços.  A GÖRTLER Laboratório do Brasil Ltda., fundada em 2005, traz consigo a rigorosa experiência alemã em análises ambientais. Com metodologias validadas e reconhecidas internacionalmente, a GÖRTLER tem executado serviços analíticos em amostras de água, solo, efluentes e resíduos. Com sua matriz alemã, a GÖRTLER Analytical Services – GmbH, a empresa estabeleceu uma forte presença no Brasil, tendo São Paulo como base.  A aquisição demonstra não apenas a visão de futuro da OperatorLab, mas também seu compromisso com a qualidade e eficiência em seus processos, atendimento ao cliente e com a preservação do meio ambiente.  Fabricio Balducci, CEO da OperatorLab, reflete sobre este momento de crescimento: "Nossa preocupação com o meio ambiente é constante. Esta aquisição amplia ainda mais a nossa capacidade de contribuir para um futuro mais sustentável, reforçando a posição da OperatorLab como um dos principais players do setor ambiental."  Com essa aquisição, a OperatorLab reafirma sua determinação de expandir seu alcance e influência no mercado ambiental do Brasil, fortalecendo ainda mais a sua posição. Este é um grande passo em direção ao nosso objetivo de sermos reconhecidos como um dos laboratórios mais confiáveis do mercado Ambiental, sempre comprometidos com a excelência em nossos serviços e com a sustentabilidade do nosso planeta. Queremos deixar legados.  Visite o nosso site em www.operatorlab.com.br para descobrir como a OperatorLab, reforçada pela expertise da Görtler, está moldando o futuro das análises ambientais. Juntos, estamos comprometidos em liderar uma mudança significativa, oferecendo soluções inovadoras que não apenas atendem mas também excedem as demandas de um mundo cada vez mais consciente da importância da sustentabilidade.
Parâmetros, riscos e o que a NBR 10818 exige para proteger banhistas.

Piscinas de clubes, academias, condomínios e hotéis reúnem dezenas — às vezes centenas — de pessoas por dia. Sem monitoramento laboratorial adequado, a água pode se tornar vetor de infecções, irritações e até acidentes graves. 


O cenário que motivou o debate

Após o acidente registrado em uma academia de natação na capital paulista, que resultou na morte de uma professora e deixou outros alunos gravemente intoxicados, o tema da segurança no tratamento da água de piscinas voltou ao centro do debate público. O episódio reforçou algo que profissionais do setor já sabiam: manter uma piscina limpa não significa, necessariamente, que a água esteja adequada para uso.  

O tratamento químico incorreto — dosagem errada, mistura de produtos incompatíveis ou falta de acompanhamento técnico — pode gerar subprodutos tóxicos e colocar vidas em risco. Mas mesmo quando o tratamento é feito corretamente, só a análise laboratorial consegue confirmar se a água realmente atende aos requisitos de segurança. 

Quais riscos uma piscina de uso coletivo apresenta? 

Piscinas coletivas recebem carga orgânica elevada: suor, cosméticos, urina, saliva e microrganismos presentes na pele dos usuários. Esse ambiente favorece a proliferação de patógenos que podem causar: 

  • Infecções de pele e mucosas (micoses, dermatites) 

  • Otites e conjuntivites — frequentemente associadas à Pseudomonas aeruginosa 

  • Infecções gastrointestinais por ingestão acidental 

  • Irritações oculares e respiratórias causadas por desbalanceamento químico (cloraminas em excesso, pH fora da faixa) 

O problema é que muitas dessas contaminações são invisíveis. Água aparentemente cristalina pode estar fora dos padrões microbiológicos. 

O que diz a NBR 10818:2016 

A ABNT NBR 10818:2016 estabelece os requisitos mínimos de qualidade da água de piscina para garantir uso seguro e sem prejuízo à saúde do banhista. O pH da água deve ser mantido entre 7,2 e 7,8, e a concentração de cloro livre entre 0,8 mg/L e 3,0 mg/L. A superfície deve estar livre de materiais flutuantes e o fundo livre de detritos. 

No campo microbiológico, a norma exige a ausência de coliformes e Staphylococcus aureus. Também é recomendada a análise de Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans em situações específicas, já que a primeira está associada a otites e conjuntivites, e a segunda a micoses. A contagem de bactérias heterotróficas serve como indicador da eficácia do tratamento. 

Além desses, outros parâmetros complementam a avaliação: alcalinidade total, dureza, ferro total, cobre total, manganês total e sódio dissolvido — cada um com papel importante na estabilidade química da água e na proteção das instalações. 

Por que a análise laboratorial faz diferença 

Kits de teste portáteis e fitas colorimétricas atendem bem ao controle operacional diário (pH e cloro livre). Mas para uma avaliação completa — especialmente microbiológica — é necessário recorrer a um laboratório com metodologias validadas e rastreabilidade metrológica. 

A análise laboratorial oferece: 

  • Detecção de patógenos específicos (que kits de campo não alcançam) 

  • Relatórios com validade técnica para fiscalização e compliance 

  • Dados precisos para ajustar dosagem de produtos e evitar desperdício 

  • Histórico documentado para auditorias e licenciamento 

Responsabilidade técnica: o que mudou com a Resolução CFQ nº 332/2025 

A Resolução nº 332/2025, publicada pelo Conselho Federal de Química, regula como deve ser feito o tratamento químico e o controle da água de piscinas de uso público ou coletivo. Somente um químico habilitado e registrado no CRQ pode ser o responsável técnico por esse tipo de serviço. A empresa ou profissional responsável deve fornecer uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que indica quem responde pelos procedimentos adotados. Para gestores de condomínios, clubes, hotéis e academias, isso reforça a necessidade de contar com parceiros laboratoriais qualificados que complementem o trabalho do responsável técnico com relatórios confiáveis.   Como estruturar a rotina de monitoramento da piscina do seu empreendimento 

Manter a água dentro dos padrões exige frequências diferentes de controle, conforme a natureza de cada parâmetro: 

Controle operacional (diário): pH, cloro livre e cloro combinado são os indicadores que mais oscilam com o uso da piscina. Acompanhá-los todos os dias permite corrigir desvios antes que afetem a desinfecção ou causem desconforto aos banhistas. 

Acompanhamento de estabilidade (semanal): Parâmetros como alcalinidade, dureza cálcica e ácido cianúrico mudam de forma mais lenta, mas influenciam diretamente a eficiência do cloro e a proteção dos equipamentos. Uma verificação semanal evita que pequenos desbalanços se acumulem. 

Avaliação laboratorial (mensal ou conforme demanda): Sólidos totais dissolvidos, metais (ferro, cobre, manganês) e indicadores microbiológicos exigem métodos analíticos que vão além do kit de campo. É nessa etapa que contaminações silenciosas são identificadas e tendências de longo prazo ganham visibilidade. 

Ajuste contínuo com base em dados: Cada resultado orienta a dosagem de produtos e a manutenção do sistema de filtração. Decisões baseadas em dados — e não em rotina fixa — reduzem desperdício de insumos e mantêm a água consistentemente dentro dos padrões. 

Em resumo, um programa de monitoramento bem estruturado combina controle de campo no dia a dia com análises laboratoriais periódicas. Essa integração protege a saúde dos usuários, preserva a vida útil da estrutura e garante conformidade com as exigências da NBR 10818


Como a Operatorlab pode ajudar 

O serviço de Análise da Qualidade de Água de Piscina da Operatorlab inclui coleta e análises microbiológicas seguindo a ABNT NBR 10818, com escopo que abrange: 

Parâmetros físico-químicos: alcalinidade total (80 ~ 120 ppm*), aspecto, cloro residual livre (1,0 ~ 3,0 ppm*), cobre total, dureza cálcica (entre 200 ~ 400 ppm*), ferro total, manganês total, materiais flutuantes, pH (7,2 ~ 7,8) e sódio dissolvido.  *partes por milhão 

Parâmetros microbiológicos: contagem padrão de bactérias heterotróficas, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Candida albicans. 

Todos os ensaios são realizados com rastreabilidade metrológica e metodologias validadas, gerando relatórios que atendem tanto às exigências regulatórias quanto às necessidades de compliance e ESG do seu empreendimento.  Clique e fale com nossos especialista! solicite uma proposta para a análise de água da sua piscina.  Fontes deste artigo: Anapp Crq17 Baktron Codreams Anapp

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